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19
Jun
2025
PRÓPOLIS VERDE - PROPOLIS MARROM - PROPOLIS VERMELHO: QUAL A DIFERENÇA ENTRE ELES?

PRÓPOLIS VERDE - PROPOLIS MARROM - PROPOLIS VERMELHO: QUAL A DIFERENÇA ENTRE ELES?

Própolis: um dos medicamentos naturais mais antigos da humanidade — e ainda subestimado

Antes de existir antibiótico, antes de existir farmacologia moderna, o ser humano já se protegia com resinas naturais.

E entre todas elas, o própolis ocupa um lugar especial.

? Egípcios, há mais de 2.000 anos, utilizavam própolis para:

embalsamar corpos,

tratar feridas,

prevenir infecções.

? Hipócrates, considerado o pai da medicina, já descrevia o uso de substâncias resinosas para:

cicatrização,

inflamações,

doenças infecciosas.

?? Na Roma Antiga, soldados carregavam própolis em campanhas militares para tratar cortes e infecções em campo.

? Ou seja:
o própolis não nasce como suplemento.
Ele nasce como ferramenta médica da antiguidade.


Mas… o que exatamente é o própolis?

Própolis é uma resina vegetal modificada pelas abelhas.

Elas coletam resinas de árvores, brotos e cascas, misturam com enzimas próprias e criam uma substância com uma função clara:

? proteger a colmeia contra vírus, fungos, bactérias e parasitas.

A colmeia é um ambiente quente, úmido e fechado.
Sem própolis, seria um paraíso para microrganismos.

? Onde há própolis, não há infecção.

A pergunta lógica é:
? se funciona tão bem na colmeia, o que ele faz no corpo humano?


O que o própolis faz no nosso corpo?

De forma objetiva, o própolis atua em cinco eixos principais:

? Reforça a imunidade inata e adaptativa

? Combate vírus, bactérias e fungos

? Reduz inflamações crônicas silenciosas

? Atua como antioxidante celular

? Protege contra envelhecimento precoce

E dependendo do tipo, pode atuar também como modulador tumoral.


Como o própolis age biologicamente?

Seus principais compostos ativos explicam tudo:

Flavonoides ? antioxidantes potentes

Ácidos fenólicos ? ação antimicrobiana

Artepillin C (própolis verde) ? anti-inflamatório profundo

Isoflavonas e prenilflavonoides (própolis vermelho) ? ação antitumoral e antiangiogênica

? Mecanismo de ação:

rompem membranas de vírus e bactérias,

inibem replicação celular patológica,

reduzem estresse oxidativo,

modulam resposta imune sem hiperestimular.

? Não é "estimular imunidade".
É regular imunidade.


Própolis no mundo: por que o Brasil virou referência?

Própolis existe no mundo inteiro, mas não é todo própolis que é igual.

? Europa

Própolis marrom (bétulas e álamos)

Boa ação antimicrobiana

? China e Japão

Uso tradicional diário

Forte foco preventivo

? Rússia

Estudos avançados em oncologia integrativa

?? Brasil
Aqui ocorre algo único: biodiversidade extrema.

O resultado?

? Própolis Verde (Baccharis dracunculifolia)

? Própolis Vermelho (Dalbergia ecastophyllum)

? O Japão é hoje o maior importador de própolis verde brasileiro.
Não por moda. Por ciência.


Própolis e câncer: o que a ciência realmente diz?

Vamos ser claros, responsáveis e científicos.

? Própolis não é cura para câncer.
? Mas é um potente agente coadjuvante em protocolos integrativos.

Estudos mostram que:

? Artepillin C (própolis verde) tem ação citotóxica seletiva contra células tumorais

? Própolis vermelho inibe angiogênese tumoral (formação de vasos que alimentam tumores)

? Ambos reduzem inflamação e estresse oxidativo, fatores-chave da progressão tumoral

? Importante:
? Atua sem destruir células saudáveis, diferente de muitas drogas citotóxicas.


O "Própolis fake": onde as pessoas erram

Aqui está o problema do mercado.

?? Muitos produtos:

são diluídos demais,

têm pouco extrato seco,

usam álcool como "enchimento",

não informam origem botânica.

Como se proteger:

? Exija ? 11% de extrato seco
? Desconfie de preços muito baixos
? Origem botânica declarada no rótulo

? Própolis de verdade não é barato.
E nunca foi.


Quando a alimentação não é suficiente, a estratégia certa faz a diferença.

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Própolis Verde, Marrom e Vermelho, Diferenças:

Tipo

Origem botânica

Compostos principais

Ação destacada

Marrom

Várias plantas nativas

Flavonoides e fenólicos

Imunidade geral e infecções

Verde

Baccharis dracunculifolia

Artepillin C

Potente anti-inflamatório, prevenção câncer

Vermelho

Dalbergia ecastophyllum

Isoflavonas, prenilflavonoides

Antitumoral, antienvelhecimento

Principais Marcas e Valores (Brasil)

Marca

Tipo

Frasco (ml)

Preço médio (R$)

Apis Flora

Verde

30

60 - 80

MN Própolis

Vermelho

20

80 - 120

Apis Vida

Marrom

30

25 - 45

Wax Green

Verde Premium

30

90 - 130

Uniflora

Vermelho

20

90 - 120

Uso médio mensal: 1 frasco de 20-30 ml por mês (uso diário).

Regulamentação da Anvisa

Resolução RDC 240/2018 (suplemento alimentar).
O própolis não é classificado como medicamento.
Deve conter no rótulo:
- Origem (botânica)
- Teor de extrato seco (%)
- Instrução de uso
- Ingredientes e composição

Testes que comprovam a eficácia

Estudos in vitro e in vivo (em animais e humanos).
Avaliação microbiológica (atividade bactericida).
Análises fitoquímicas (identificação dos compostos ativos).
Testes de toxicidade (segurança).


? Referências Científicas Comentadas – Própolis

1?? Ação imunológica, antimicrobiana e antiviral

Sforcin JM. (2007). Propolis and the immune system. Journal of Ethnopharmacology.

? Revisão científica clássica que demonstra como os flavonoides e ácidos fenólicos do própolis modulam positivamente o sistema imunológico.
O estudo mostra aumento da atividade de macrófagos, células NK e resposta imune inata, além de ação direta contra vírus, bactérias e fungos.

? Conclusão prática: o própolis não "estimula demais" a imunidade — ele organiza e equilibra a resposta imune, reduzindo infecções recorrentes.


2?? Ação antioxidante e anti-inflamatória sistêmica

Búfalo MC et al. (2013). Anti-inflammatory and antioxidant actions of Brazilian propolis. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine.

? Demonstra que o própolis brasileiro reduz marcadores inflamatórios crônicos e o estresse oxidativo celular, protegendo tecidos contra envelhecimento precoce e degeneração celular.

? Conclusão prática: inflamação silenciosa e oxidação crônica são terreno fértil para doenças degenerativas — o própolis atua exatamente nesse eixo.


3?? Própolis verde e câncer – artepillin C

Shimizu K et al. (2004). Artepillin C, a selective cytotoxic compound from Brazilian green propolis. Journal of Natural Medicines.

? Estudo fundamental que identificou o artepillin C, composto exclusivo do própolis verde brasileiro, com citotoxicidade seletiva contra células tumorais, preservando células saudáveis.

? O estudo mostrou:

indução de apoptose (morte programada) em células cancerígenas

inibição da proliferação tumoral

efeito anti-inflamatório no microambiente tumoral

?? Importante: os autores deixam claro que o própolis atua como coadjuvante, não substituindo terapias médicas convencionais.


4?? Própolis vermelho e atividade antitumoral

Alencar SM et al. (2007). Chemical composition and biological activity of Brazilian red propolis. Journal of Agricultural and Food Chemistry.

? Estudo brasileiro que identificou isoflavonas e prenilflavonoides no própolis vermelho, compostos associados à:

inibição da angiogênese tumoral

modulação hormonal

proteção contra danos oxidativos no DNA

? Conclusão prática: o própolis vermelho mostra potencial especial em prevenção, proteção celular e envelhecimento saudável, com aplicações estudadas em oncologia integrativa.


5?? Própolis como adjuvante em protocolos oncológicos

Watanabe MAE et al. (2011). Propolis in cancer research. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine.

? Revisão sistemática que avaliou estudos in vitro, em animais e humanos, concluindo que o própolis pode:

reduzir inflamação associada ao câncer

modular resposta imune do paciente

reduzir efeitos colaterais de tratamentos agressivos

? Ponto-chave: o própolis não é quimioterapia, mas pode melhorar o terreno biológico onde o câncer se desenvolve.


6?? Segurança e toxicidade

Kim YH et al. (2011). Safety evaluation of propolis. Food and Chemical Toxicology.

? Demonstra que o própolis, quando utilizado dentro das doses recomendadas e com padrão de qualidade, apresenta baixo risco toxicológico, sem efeitos adversos relevantes em humanos.

? Conclusão prática: segurança está diretamente ligada à qualidade do produto, teor de extrato seco e origem botânica certificada.


?? Aviso Legal – Padrão Dr. Curado®

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Não substitui avaliação individualizada nem acompanhamento profissional específico quando necessário.
Conforme RDC 243/2018 – ANVISA.

Dr. Jorge Curado

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